quarta-feira, 25 de março de 2009

O Rapaz de Bronze

Era uma vez um jardim onde de noite era quando as plantas ganhavam vida. Os gladíolos estavam na moda e eram as flores mais colhidas. Certo dia, nasceu um gladíolo que ficou muito contente por saber que ia ser colhido. Mas ele ouviu a dona da casa a dizer ao jardineiro para não colher mais gladíolos porque já estava farta de gladíolos e também faziam falta ao jardim. Então foi quando o gladíolo decidiu organizar uma festa para não ficar triste. Ele tinha de pedir autorização ao rapaz de bronze que era o dono do jardim durante a noite. Ele autorizou a festa e o gladíolo convidou todas as flores. Mas alguns dias antes da festa eles pensaram que como as pessoas punham as flores nas jarras, eles tinham de fazer o inverso, por uma pessoa na jarra. Então eles decidiram que ia ser Florinda, uma menina de sete anos que era a filha do jardineiro a ficar na jarra na noite da festa.
Na noite da festa, o rapaz de bronze foi ao quarto de Florinda perguntar-lhe se queria ir a uma festa. Ela ficou surpreendida por uma estátua estar a falar com ela, mas aceitou. Quando ela chegou à festa nem queria acreditar no que estava a ver mas o Rapaz de Bronze disse para ela se sentar na jarra e começou a contar como é que eles ganhavam a vida.
No dia seguinte, quando a menina foi para a escola, contou às amigas da festa maravilhosa mas elas não acreditaram e disseram que ela tinha sonhado. Então ela também pensava que tinha sonhado.
Passaram muitos anos. Quando a Florinda tinha quinze anos, o pai dela pediu-lhe para ir levar ovos a casa da cozinheira. Já era de noite quando ela vinha para casa. O rapaz de bronze veio ter com ela e perguntou-lhe se ainda se lembrava dele e se se lembrava da festa. Ela disse que sim, os dois deram as mãos e foram assim a andar pelo jardim.

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